O Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) promoveu, nesta segunda-feira (10), uma reunião com representantes das principais forças de segurança do estado para definir estratégias integradas de atuação durante as Eleições 2026. O encontro, realizado no plenário do Tribunal, teve como objetivo alinhar ações de prevenção de conflitos, segurança nos locais de votação e transporte de urnas.
Participaram da reunião representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Corpo de Bombeiros Militar, Guarda Metropolitana de Palmas, Detran, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Secretaria da Segurança Pública. O juiz Jocy Gomes de Almeida, presidente da Comissão Permanente de Segurança da Justiça Eleitoral, conduziu o encontro.
Durante a reunião, o juiz destacou a importância de respeitar a autonomia de cada instituição, mas também de garantir uma atuação conjunta quando necessário. “Nós precisamos respeitar a independência das instituições parceiras e as instituições parceiras trazerem, dentro dessa perspectiva, o que necessitam das outras instituições para que possa haver essa interação e dar maior capacidade para as forças de segurança atuarem de forma integrada”, afirmou.
O planejamento inclui o cruzamento de informações sobre efetivo, veículos e áreas de atuação de cada órgão, com o objetivo de evitar sobrecarga em alguns pontos e falta de cobertura em outros. O policial judicial Alexandre da Silva Santos explicou que a ideia é que a Secretaria de Segurança Pública coordene o processo para que “não haja uma sobreforça em determinados locais e nem menos forças em outros locais”.
O TRE-TO também apresentou um levantamento de ocorrências registradas em eleições anteriores, como ameaças, confrontos, compra de votos e boca de urna, para identificar áreas que merecem atenção especial. Entre os pontos críticos estão as 27 aldeias indígenas e nove áreas quilombolas com locais de votação. Dos 33 juízes eleitorais consultados, 24 apontaram a necessidade de escolta das urnas na véspera e no dia da eleição.
Além disso, o Tribunal aprovou a requisição de Força Federal para cinco zonas eleitorais, abrangendo sete municípios e 16 locais de votação, pedido que ainda será analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Também está em preparação o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) das Eleições 2026, que deverá facilitar a troca de informações entre as forças de segurança.
O planejamento também considera que, em 2026, o eleitor escolherá seis cargos, o que pode aumentar o tempo de votação e gerar filas após as 17h. Por isso, a permanência das equipes de segurança nos locais deverá ser estendida, se necessário. A próxima reunião está prevista para setembro, quando as instituições apresentarão seus planos de atuação.
