O IV Encontro de Ouvidorias da Região Norte, realizado em Palmas, Tocantins, destacou a importância de repensar o atendimento ao cidadão no Sistema de Justiça. No segundo dia de discussões, os participantes enfatizaram que as ouvidorias judiciais devem evoluir de um modelo reativo para uma atuação proativa, buscando se aproximar das comunidades isoladas e das populações tradicionais da Amazônia Legal.
A professora mestra Liliane de Moura Borges apresentou os fundamentos para uma ouvidoria ativa, ressaltando que o primeiro passo é a escuta, seguido pela transformação dessa escuta em padrões que permitam identificar as demandas recorrentes. O terceiro pilar envolve a implementação de ações que efetivamente melhorem a experiência do jurisdicionado, garantindo que se sinta ouvido e acolhido.
A programação também incluiu a troca de boas práticas entre os tribunais da região. A desembargadora Ângela Prudente, Ouvidora da Mulher no Poder Judiciário do Tocantins, destacou a importância de um atendimento humanizado, que leve em conta a complexidade geográfica da região. Ela afirmou que as ouvidorias servem como uma ponte de comunicação entre o Judiciário e a sociedade.
O desembargador João Rodrigues Filho, ouvidor judiciário do TJTO, enfatizou a necessidade de uma atuação descentralizada e inclusiva, que reflita as realidades dos estados do Norte. Ele celebrou o sucesso do evento e a troca de experiências, que permitirá a adoção de boas práticas adaptadas ao Tocantins.
O documento final do encontro reafirmou o compromisso dos tribunais da Região Norte em fortalecer as ouvidorias como espaços de escuta qualificada e proativa. O texto destaca a importância de humanizar o atendimento e adaptar as estruturas de escuta à diversidade sociocultural da região, além de promover ações contra o assédio no Judiciário. A próxima edição do encontro está prevista para 2027, em Rio Branco, Acre.