sábado, 22 de agosto de 2026
Postado emPolítica, Santa Tereza do Tocantins

Líder quilombola destaca protagonismo feminino no Dia da Mulher Negra

Líder quilombola destaca protagonismo feminino no Dia da Mulher Negra
Líder quilombola destaca protagonismo feminino no Dia da Mulher Negra
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Neste 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e, no Brasil, Dia Nacional de Tereza de Benguela, a comunidade quilombola de Barra de Aroeira, em Santa Tereza do Tocantins, celebra a força feminina. “São as mulheres que sempre estão na luta e são sempre as mulheres que encorajam os homens a lutar juntamente conosco”, afirma Natália Rodrigues Bispo do Nascimento Pereira, presidente da Associação Comunitária dos Quilombos de Barra de Aroeira (Abarra).

O Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO) visitou a comunidade para conhecer histórias de mulheres que transformam a luta e a liderança em compromisso diário. A data reforça a visibilidade do protagonismo negro e a promoção da igualdade racial e de gênero.

Natália, eleita presidente em maio com 186 votos, destaca os desafios enfrentados: “Ser negra não é fácil! Sofremos racismo verbal, racismo sobre a pele, cabelo, até pelo modo de como a gente fala ou convive”. Ela defende a empatia como caminho para uma sociedade mais igualitária.

Maria de Fátima Rodrigues, a Dona Andreza, primeira presidente da Abarra, relembra a luta pela titularidade da terra e pela escola que hoje leva o nome do primeiro professor da comunidade. “O que queremos é ser tratados como qualquer outra pessoa, com os mesmos direitos e oportunidades”, diz.

Lucycléia Fernandes Rodrigues, 26 anos, cursa quatro graduações e trabalha como técnica de enfermagem. “Os jovens precisam acreditar que a educação transforma”, afirma. As três gerações mostram que a história do quilombo segue sendo escrita por mulheres.

Dados do Justiça em Números indicam 15.438 processos criminais por racismo no Brasil, 97,2% na Justiça Estadual. O TJTO adota o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, do CNJ, para considerar o contexto racial nas decisões.

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