sábado, 07 de novembro de 2026
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Novo Acordo do Rio Doce celebra dois anos de reparação às comunidades quilombolas

Novo Acordo do Rio Doce celebra dois anos de reparação às comunidades quilombolas
Novo Acordo do Rio Doce celebra dois anos de reparação às comunidades quilombolas
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O Novo Acordo do Rio Doce completou dois anos de homologação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na última sexta-feira (6/11). O acordo, firmado pelo Governo do Brasil e os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo, conta com a participação do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e de outras 12 pastas federais, além de seis autarquias e fundações.

A iniciativa visa reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em novembro de 2015. O MIR atua especialmente no Anexo 3 do acordo, que prevê reparação e compensação a povos indígenas, comunidades quilombolas e tradicionais.

Entre as responsabilidades do MIR estão a articulação com as comunidades, promoção do diálogo e acompanhamento dos processos de consulta prévia, assegurando a participação das populações nas decisões que impactam seus territórios.

Na comunidade quilombola de Degredo, no Espírito Santo, o MIR trabalhou em parceria com a Associação dos Pescadores e Extrativistas e Remanescentes de Quilombo do Degredo (ASPERQD). Entre setembro de 2025 e abril de 2026, o MIR realizou visitas e reuniões para apresentar o acordo e construir a consulta, resultando na aprovação do modelo de reparação em quatro assembleias.

Em junho de 2026, a atuação do MIR também contribuiu para a aprovação de acordos de reparação coletiva nas comunidades quilombolas de Povoação (ES) e Santa Efigênia (MG). O Novo Acordo do Rio Doce, assinado em 25 de outubro de 2024 e homologado em 6 de novembro, prevê R$ 170 bilhões em recursos para reparação ambiental, social e econômica.

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