A Comissão de Minas, Energia, Meio Ambiente e Turismo da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto) avaliou, nesta quinta-feira, 5, o Relatório de Gestão das Ações de Recursos Hídricos de 2026, apresentado pelo Governo do Tocantins. O documento detalha as atividades da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) na administração do Sistema Estadual de Gerenciamento de Recursos Hídricos ao longo do ano.
A apresentação do relatório é realizada anualmente, em conformidade com o contrato de gestão com a Agência Nacional de Águas (ANA) para a execução do Pacto Nacional pela Gestão das Águas.
Segundo Mateus Chagas dos Santos, diretor de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Semarh, os dados incluem metas como capacitação de comitês de bacias hidrográficas, gestão de eventos críticos e monitoramento hidrológico. Ele destacou que o Tocantins se destaca na região Norte pelo cumprimento das metas, recebendo notas entre 9 e 10 em avaliações consecutivas.
Entretanto, o diretor também apontou desafios, como o risco de escassez hídrica, agravado pela seca moderada que atinge o Estado desde maio e pelo retorno tardio das chuvas. Um exemplo citado foi o da cidade de Paraíso do Tocantins, que enfrenta problemas de abastecimento devido à estiagem.
O juiz Wellington Magalhães, da 1ª Vara da Comarca de Cristalândia, enfatizou a importância de replicar o modelo de monitoramento da Bacia do Rio Formoso para outras bacias do Tocantins, alertando sobre os riscos de não agir. O presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Lago de Palmas, professor Mac David da Silva Pinto, também solicitou apoio do Poder Legislativo para recursos que melhorem a infraestrutura e garantam a qualidade no abastecimento.
A presidente da Comissão, deputada Vanda Monteiro (UB), ressaltou a relevância da colaboração dos técnicos da Semarh e do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) na busca por soluções para a segurança hídrica no Estado, colocando a Assembleia à disposição para discussões sobre o tema.
